TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade

A TDAH é uma disfunção do desenvolvimento cerebral que afeta a capacidade de regulação da atenção e do comportamento.

Estudos de imagem do cérebro em crianças, adolescentes e adultos com TDAH mostram que, após uma série de sessões de Neurofeedback, se consegue modificar a atividade elétrica e ativar regiões do cérebro implicadas na atenção e no controlo do comportamento. Os pacientes tornam-se mais atentos aos estímulos externos e mais capazes de inibir comportamentos inadequados.

Diversos trabalhos têm demonstrado que o Neurofeedback é o único tratamento que, sem recurso a medicamentos, apresenta resultados comprovados na melhoria do déficit de atenção, da hiperatividade e da impulsividade em pelo menos 70% dos casos (Rossiter & LaVaque, 1995; Monastra, Monastra & George, 2002; Fuchs et al., 2003).

Ficou igualmente comprovado que os benefícios do Neurofeedback não podem ser atribuídos a fatores como a motivação, a crença no aparato tecnológico ou o placebo. Os estudos de follow-up mostram que os efeitos do treino se mantêm, pelo menos, por dois anos (ver Monastra et al., 2005).

A eficácia terapêutica do neurofeedback pode ser melhorada com a utilização de técnicas de mapeamento cerebral ou de EEG quantitativo. Este estudo permite compreender quais as áreas do córtex cerebral que estão mais e menos ativas e correlacionar esse padrão de ativação com a sintomatologia apresentada. É de referir que os estudos de eficácia acima mencionados não utilizam o mapeamento cerebral no planejamento da intervenção.

Têm sido utilizados dois tipos treino de neurofeedback para o déficit de atenção e para a hiperatividade: o treino de frequências beta (12-15 Hz) na região do córtex sensório motor (treino do ritmo sensório-motor) e o treino de frequências beta (15-18 Hz ou 13-21 Hz).

Treino do ritmo sensório-motor:

O ritmo sensório-motor está relacionado com a regulação das vias somático sensorial e somático motoras. Pode facilitar o processamento atencional controlado, reduzindo as interferências e promovendo a integração de estímulos relevantes.

  • Diminuição significativa dos erros de omissão (Egner & Gruzelier, 2001; Egner & Gruzelier, 2007), comissão, variabilidade do tempo de reação no TOVA (Thompson & Thompson, 1998).
  • Maior ativação do córtex pré-frontal ventro lateral, do córtex cingulado anterior e do núcleo caudado (especialmente à direita) durante provas cognitivas (Stroop e Go/No-go) na RM funcional (Beauregard & Levesque, 2006).

Treino de frequências beta:

O ritmo beta reflete ativação cortical, sincronização do ritmo alfa relacionada com a atenção (Pfurtscheller, 1999).

  • Maior da amplitude da onda P3b na região frontal, central e parietal (Egner & Gruzelier, 2001, 2004; Grin-Yatsenko, Kropotov et al., 2001):   
  • Melhoria do funcionamento intelectual global (WISC) após treino de frequências beta (13-21 Hz) na faixa central (Thompson & Thompson, 1998).
  • Possível relação entre o treino de frequências beta e a ativação de uma rede atencional noradrenérgica de alerta/vigilância (Posner, 2007; Posner & Fan 2007).
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